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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

CASINHAS: Maricely Almeida é a nova Secretária de Educação

Blog do Agaci Soares
Da Redação

Na manhã desta terça dia 12 de janeiro a prefeita de Casinhas Rosineide Barbosa anunciou a nova secretária de educação do município. Maricely Almeida, natural de Casinhas, atuou no município em várias funções, dentre elas coordenadora na secretaria de educação, gestora da escola Manoel Basílio, coordenadora da Escola São Luiz e atualmente estava sendo gestora da Escola Luiz Ventura em Lagoa de Pedra. Ela assume a pasta repassada pela também professora Carla Brito que deixou o cargo em dezembro de 2015.

Em contato com a prefeita sobre a mudança na secretaria ela falou: "A educação é um dos instrumentos que vem recebendo muitos investimentos em nossa gestão, a professora Carla Brito assumiu a pasta em 2015, realizou um excelente trabalho, contribuiu e avançamos, mas por uma decisão dela, pediu para continuar contribuindo em outra função, eu como gestora só tenho agradecer a Carla pelo empenho realizado. E hoje tive o prazer de apresentar Maricely, professora, responsável, pessoa que vem ajudando a administração naquilo que precisamos, tenho certeza que não será diferente agora, desejo a ela sorte e dizer que estaremos juntos para melhorar ainda mais a educação de Casinhas, falou Rosineide".

Maricely se mostrou agradecida e disse: "Agradeço a Deus por mais este desafio e a prefeita Rosineide que depositou em mim esta confiança, saibam que vim para contribuir, somar, construir pontes. Sei que assumo hoje um papel fundamental, uma secretaria que vem de antecessores muito competentes, e com o apoio dos colegas de trabalho e a parceria da prefeita, vamos sim continuar avançando. Irei trabalhar 24h se for preciso para atendermos as demandas e continuar priorizando a qualidade do ensino em nosso município".

terça-feira, 14 de julho de 2015

O que falta para que a Escola entre no século XXI?

Blog do Agaci Soares
Da Redação

É comum nas rodas de bate-papo entre professores, coordenadores pedagógicos, gestores, enfim, por todos aqueles que se interessam por este tema se perguntarem: em qual nível de avanço tecnológico estamos? O incrível é que não se tem uma resposta satisfatória para atender ambos os públicos, sendo que cada um procura colocar a culpa em alguém, algo, etc.
Um dos grandes desafios é inserir 'no meio' que a reforma tecnológica não está acontecendo, ela já aconteceu, já está em seu pico e daqui pra frente apenas seremos tomados por mais e mais tecnologias avançadíssimas. No meio das reuniões sempre vemos textos, vídeos, etc. O incrível em tudo isso é que nunca vi uma auto-análise do tipo 'como está minha escola?' Quais as ferramentas que eu disponho? Quais destas ferramentas eu, como professor, coordenador, gestor ou supervisor sei usar? Quais destas os meus alunos tem acesso? Quais delas estão funcionando? O leque de perguntas é extenso e a resposta é a mesma: precisamos mudar a nossa metodologia. Método e técnica necessitam andar casados, nunca separados. Não posso pensar em levar os alunos a um laboratório de informática sem um planejamento, como também não posso planejar e não saber utilizar o laboratório. 

Os ingredientes para que esta receita dê certo está na construção, capacitação, motivação, disponibilidade e boa vontade em querer aprender o novo em um tempo de velho. Nós, deste século, estamos passando por uma tremenda transformação. É como quando surgiu a televisão e as emissoras rádios ficaram apavoradas, sem chão, sem sentindo, chegando ao cúmulo de querer competir com a TV, criando a rádio-novela. Daí, deu-se o entendimento que a TV teria seu lugar e o rádio o seu. O processo de hoje está nesta mesma fase. O professor acredita que deve sair para entrar a tecnologia e aí é que reside um dos primeiros erros. A tecnologia é trazida e apresentada pelo mediador (o professor, no caso) e cada um tem seu lugar de grande destaque e importância em todo esse processo. A grande questão é que, em pleno Século XXI, não podemos falar em método sem técnica.

Os investimentos em materiais que norteiem a inclusão dessas tecnologias ainda são quase escassos. Parte dos investidores não compreendem a importância dessas ferramentas, nem ao menos capacitam os profissionais para usá-las de forma correta e adequada. É preciso mais que simples boa vontade. É preciso determinação.

Inserir estas tecnologias - que não podemos mais chamar de novas, uma vez que somos nós quem estamos "atrasados" - é oportunizar aos nossos educandos o vislumbramento de outros mundos, viajar através dos sites a outros países, conhecer sua cultura, suas crenças, seus costumes, pesquisar à distância e imaginarmos estar percorrendo aquelas ruas e locais. É reconhecer que não precisamos apenas de um quadro ou datashow, mas que é necessário criar as tão faladas bibliotecas virtuais. Nossos alunos não desejam sair com um livro na mochila escolar, mas com uma mídia que ele possa transportar facilmente. Não podemos descartar as tecnologias nem ignorá-las, não dá mais para voltar atrás, o mundo evoluiu, o aluno evoluiu, os meios evoluíram, a carta escrita deu espaço aos emails e você ainda quer continuar preso na era passada?

segunda-feira, 8 de junho de 2015

São Paulo mudará ensino médio público em 2016

Blog do Agaci Soares
Fonte: Exame.com

O governo do Estado de São Paulo vai iniciar no próximo ano um novo modelo de currículo no ensino médio. O plano da Secretaria Estadual da Educação é transformar a maior parte do curso em disciplinas optativas, modelo em que os estudantes podem escolher o que vão estudar. O novo ensino médio deve começar em 2016 em um número restrito de escolas e depois avançar para toda a rede.
A reforma dessa etapa deve transformar sobretudo os 2º e 3º anos, quando as disciplinas serão oferecidas para opção do aluno. Será o estudante que montará sua grade. Apenas o 1.º ano continuaria com o currículo fechado, em um "núcleo comum", como é hoje em toda a educação básica.

Ao se confirmar, essa deve ser a maior mudança no ensino médio da rede estadual, a maior do país. O secretário da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, informou à reportagem acreditar que a aposta no protagonismo do aluno é a melhor saída para essa etapa, considerada o maior gargalo da educação brasileira.

"Se eu quiser desenvolver a capacidade de escolha e de tomada de decisões nos jovens, tenho de permitir que ele opte. Este é o único caminho que tenho para que esse menino diga: 'estou escolhendo as disciplinas que eu quero, que fazem parte do que eu quero seguir na minha vida'", disse o secretário.

A proposta está sendo finalizada na área pedagógica da pasta para ser discutida no Conselho Estadual de Educação (CEE) no segundo semestre.

A secretaria não revela detalhes, mas o plano é que a maior parte do que é estudado nos dois últimos anos seja construída a partir dos interesses do aluno. Deve haver a oferta de disciplinas fora da grade tradicional, como Teatro.

"Ou mudamos ou vamos falir e esses meninos não vêm para a escola. Se ele odeia Matemática, pode optar por Artes, Idiomas", diz Voorwald.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Pobre pode ter boletim escolar de rico?

Blog do Agaci Soares
Fonte: Exame.com

São Paulo - O centro das principais cidades dos Estados Unidos é para os americanos o que são as favelas para os brasileiros. Nesses bairros, 40% da população vive abaixo da linha da pobreza.
Educação
Entre os negros que vivem nessas regiões, a expectativa de vida é menor do que a do México. Metade das crianças é criada apenas pelas mães, o que as torna mais suscetíveis à pobreza. Para piorar, há pouca chance de ascensão, já que a educação é péssima; e a evasão, alta. Mais de 30% dos jovens não acabam o ensino médio. 

É nesse contexto que uma rede de escolas de Nova York tem conseguido resultados auspiciosos. Todas as 32 unidades da Success Academy ficam em bairros pobres, como o Harlem. Três em cada quatro alunos vêm de famílias que vivem abaixo da linha da pobreza. Ainda assim, a Success Academy tem desempenho comparável ao de escolas de bairros ricos — e muito superior à média da cidade.

Nas últimas provas de inglês aplicadas pelo governo do estado de Nova York, apenas 29% dos alunos de escolas públicas foram aprovados. Entre os alunos da Success Academy, o percentual foi de 64%. Em matemática, os resultados foram ainda melhores: 35% dos alunos de escolas públicas obtiveram o resultado mínimo, ante 94% da rede de escolas.

Fundada em 2006, a Success Academy é parte de um modelo educacional que tem ganhado força nos Estados Unidos: as chamadas charter schools, espécie de parceria público-privada para a educação. Elas recebem dinheiro público, mas são administradas de forma independente. Como não precisam contratar professores sindicalizados, podem demitir sem dor de cabeça.

Em contrapartida, têm de satisfazer algumas exigências: não podem cobrar mensalidade, são proibidas de selecionar os alunos e devem seguir o currículo estadual. “As charter foram criadas para testar novas estratégias”, diz Margaret Raymond, professora de política educacional na Universidade Stanford.
Marcação cerrada

Na Success Academy, os professores — a maioria recém-saídos da universidade — trabalham até 11 horas por dia. Vigiados por supervisores, são constantemente colocados em um ranking feito com base nos resultados dos alunos. A direção faz questão de dizer que os problemas de aprendizagem das turmas são um retrato do trabalho dos professores.

As deficiências de crianças e jovens são usadas para definir as áreas em que cada docente receberá reforço nas sessões de treinamento — uma estratégia que poderia inspirar as escolas brasileiras. Embora trabalhem no Harlem, os professores têm uma pressão comparável à de bancos de Wall Street.

A regra é clara: os de alto desempenho são promovidos; e os de baixa performance, demitidos — muitos pedem para sair. Em um ano, a rotatividade pode chegar a 50%. Nas salas de aula, os alunos são treinados à exaustão para os testes promovidos pela Secretaria de Educação estadual. Essa é a parte da receita da Success Academy que pode ser elogiada.

A parte mais polêmica é a maneira como as escolas da rede tratam as crianças e os jovens. Na porta da sala de aula é colado um cartaz com a classificação dos alunos de acordo com as notas das provas — os de pior desempenho ficam na área vermelha.

Nas aulas expositivas, os professores exigem que as crianças fiquem com a coluna ereta e com as mãos cruzadas. Vale até dar doces para os de bom comportamento. Nesse clima de extrema disciplina, uma parcela dos alunos acaba abandonando a escola — a evasão é de 50% ao longo de cinco anos.

“A Success tem uma lição a ensinar no que se refere à preparação para as provas. A saída de alunos, porém, é bastante preo­cupante”, diz Halley Potter, pesquisadora da Fundação Century. Críticas à parte, o governo do estado de Nova York tem o plano de dobrar o número de escolas da rede.

A escola The Equity Project (conhecida pela sigla em inglês TEP), outra charter de Nova York, tem um modelo que responde diretamente aos críticos da Success Academy. Atua em bairros pobres e faz questão de ter entre seus alunos, ao longo de todo o ano, a mesma proporção de crianças com dificuldades de aprendizagem encontrada em escolas públicas.

Ficar apenas com os de melhor desempenho não é uma opção. A escola foi fundada em 2008 por Zeke Vanderhoek, educador formado na Universidade Yale. Depois de trabalhar cinco anos no ensino público, Vanderhoek decidiu criar a própria escola para demonstrar na prática o que os estudiosos já sabiam na teoria: nenhum outro fator é tão importante para o aprendizado quanto a qualidade dos professores.

Por isso, paga, em média, o equivalente a 125 000 dólares por ano, o dobro do salário de um professor em Nova York. Como Vanderhoek faz questão de trabalhar com o mesmo orçamento disponível para as escolas públicas tradicionais, não aceita doações. Só conseguiu viabilizar o salário mais alto porque cortou gastos na área administrativa.

“Pago acima do mercado para poder cobrar mais”, diz. A The Equity Project, assim como a Success Academy, também demite os professores, mas num ritmo menos intenso. Todo ano, um em cada quatro perde o emprego por baixo rendimento — algo ainda impensável na rede pública brasileira, onde até docentes com excesso de faltas vivem sob a proteção da estabilidade de emprego.

De acordo com um estudo da consultoria Mathematica Policy ­Research encomendado pela fundação Bill & Melinda Gates, os alunos da The Equity Project aprendem, ao fim de quatro anos, o equivalente ao que os alunos da rede pública tradicional levam cinco anos e meio para aprender.

As escolas charter são admiradas por 70% da população dos Estados Unidos, mas apresentam desempenho desigual. Em Boston, onde estão as melhores, os estudantes aprendem matemática como se tivessem assistido a 230 dias a mais de aula do que os alunos de escolas públicas tradicionais. Já as charter de Las Vegas são as piores de toda a cidade.

Os jovens americanos têm um desempenho abaixo da média se comparados aos de outros países ricos. As autoridades americanas, porém, estão empenhadas em mudar isso. Para um país como o Brasil, que tem uma enorme dívida com as crianças pobres, acompanhar esses experimentos e se inspirar nos mais bem-sucedidos deveria ser uma lição de casa. Mas por aqui, infelizmente, as autoridades também mostram grande dificuldade de aprendizagem.